Veja este guia completo sobre o Mal de Parkinson

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Tremores nas mãos e demais membros, problemas de locomoção, dificuldade em manter a postura ereta. Estes são alguns dos sintomas da doença conhecida como mal de Parkinson, que acomete diversas pessoas ao redor do Brasil e do mundo. Sendo uma doença neurológica e progressiva, ela ocorre aos poucos e nem sempre seus sintomas são facilmente percebidos.

Geralmente, os indícios do Parkinson ficam mais evidentes em pessoas idosas, pois nesses casos o nível da doença está mais avançado. Apesar de não ter cura, existem certos hábitos que podem ajudar a conter o avanço dela, bem como tratamentos para conter os principais sintomas. Acompanhe o texto para compreender melhor o que é essa doença e como agir para lidar com ela.

O que é a doença de Parkinson?

O Parkinson, enquanto doença, foi descrito pela primeira vez no ano de 1817. O médico que fez a análise foi o inglês James Parkinson, por isso o mal leva seu sobrenome. A doença ficou bastante conhecida pelo meio médico no século XIX, por conta do influente neurologista Jean-Martin Charcot que, atendendo seus pacientes em Paris, notou as mesmas características que haviam sido descritas por Parkinson. Por conta disso, passou a chamar a doença como “mal” de Parkinson.

A enfermidade ficou conhecida com esse nome. Contudo, a nomenclatura “mal” tem caído cada vez mais em desuso, sendo abandonada nos meios médicos com o intuito de romper com o estigma social que muitas vezes a doença carrega e que gera preconceito em relação aos portadores da doença. Por conta disso, o termo mais correto a ser utilizado atualmente é a doença de Parkinson.

Essa é uma doença neurodegenerativa que ocorre em decorrência da perda antecipada de neurônios produtores de dopamina — neurotransmissor que atua de diversas formas no corpo, afetando aspectos como o humor, prazer e locomoção, sendo central no sistema nervoso como um todo. Quando existe perda desse neurotransmissor, as informações cerebrais necessárias para controlar movimentos não são passadas, prejudicando essas ações.

Com essa falha na comunicação, os movimentos tornam-se falhos, gerando tremores, comprometimento do controle motor e, consequentemente, perda de massa muscular. Essa falha neuronal ocorre de maneira crônica e lenta, por isso é mais comum que os sintomas de Parkinson fiquem mais evidentes com o passar dos anos de vida do portador, sendo percebido mais comumente em idosos.

Quais são os sintomas da doença?

Felizmente, quanto mais o tempo passa, mais a ciência faz avanços, o que permite uma melhor compreensão de diversas doenças, bem como das melhores maneiras de trata-las. Contudo, apesar dos avanços, quando o assunto é o mal de Parkinson, ainda não é possível identificar com exatidão quem desenvolverá ou não a doença. Embora seja possível saber como ela se desenvolve, quais seus principais sintomas e quais as maneiras mais eficientes para tratá-los, ainda não é possível estabelecer a causa exata para ela.

Dessa forma, no meio médico, a doença é tratada como Doença de Parkinson Idiopática. Essa última terminologia “idiopática” é utilizada pela comunidade médica para fazer referência a uma doença que não apresenta uma razão aparente, ocorrendo de modo espontâneo, sem haver clareza com respeito à sua causa.

Apesar disso, as pesquisas apontam para certos avanços. Hoje sabemos que cerca de 15% das pessoas que desenvolveram a doença tinham algum familiar também doente, seja de primeiro ou segundo grau na escala de parentesco. Ou seja, parte das pessoas que apresentam os sintomas da doença demonstram certa alteração genética.

Se por um lado não é possível perceber exatamente quais são suas causas, por outro somos capazes de notar os primeiros sinais de que ela está se desenvolvendo. Compreender os primeiros sintomas da doença pode ser fundamental para impedir o agravamento dela.

Talvez não seja possível prever em quem a doença aparecerá, mas é possível trabalhar no sentido de amenizar os prejuízos que a doença causa aos seus portadores, se ela for percebida com antecedência.

Quais são os principais sintomas da doença de Parkinson?

Antes de analisar especificamente cada um dos sintomas mais comuns da doença, é importante notar que esses sintomas, muitas vezes, aparecem de forma sutil. Em alguns casos, eles acabam sendo confundidos com condições comuns da própria velhice, o que dificulta a percepção da enfermidade tanto pelos pacientes quanto pelos entes familiares. Por isso, é importante prestar atenção nos indícios que listamos a seguir e procurar um médico especialista para poder averiguar a situação.

Tremor

O tremor é um dos sintomas mais comuns que acometem quem desenvolve o mal de Parkinson. De maneira geral, eles são iniciados nos membros, em especial as mãos e braços. Com o tempo, é possível que progridam para as pernas e demais partes do corpo.

A depender da intensidade com que a doença se desenvolve, podem atingir até mesmo os lábios, mandíbula e cabeça. Geralmente, esse sintoma passa a aparecer enquanto a pessoa está em repouso, andando, ou distraída com alguma atividade.

É possível notar um certo padrão de movimento provocado pelo tremor do Parkinson. A pessoa acometida pela doença começa, por exemplo, a passar a ponta do dedo indicador sob a ponta do polegar (gesto semelhante ao de contar cédulas de dinheiro).

Os tremores são realizados de forma involuntária e podem acontecer em qualquer momento e situação. Contudo, quando existe um alto nível de estresse e ansiedade isso pode piorar os tremores de maneira significativa.

É importante notar que, embora esse seja o sintoma mais comum, isso não significa que quem desenvolve Parkinson apresentará tremores necessariamente. Além disso, embora os tremores atrapalhem bastante a vida em certos níveis, esse não é o sintoma da doença que mais prejudica o paciente.

Rosto pouco expressivo

Outro sintoma que pode indicar o desenvolvimento dessa doença, é a menor ou total paralisação das expressões faciais. É comum que o olhar fique parado, com uma expressão mais séria e quase nenhum movimento no rosto. Isso ocorre de forma involuntária, ou seja, independentemente da vontade da pessoa. Em certos casos, até mesmo o piscar de olhos pode ser prejudicado, diminuindo a frequência com que ocorrem.

Além disso, outro problema pode ocorrer com relação à deglutição de saliva. Todos os seres humanos deglutem a saliva produzida pela boca continuamente. Quando a pessoa desenvolve Parkinson, é possível que essa atividade natural seja prejudicada, deixando uma certa quantidade de saliva no canto da boca ou dos lábios.

Por conta desses sintomas, o parkinsoniano pode ser mal interpretado por não conseguir expressar muito bem suas emoções, além de ser alvo de preconceito. Nesse sentido, cuidar da saúde mental também é fundamental para quem desenvolve Parkinson.

Micrografia

A micrografia é a dificuldade que o paciente desenvolve ao escrever, por conta das limitações em seus movimentos. Além disso, é comum que o tamanho da letra, bem como os espaços entre as palavras fiquem menores, pois movimentos mais amplos tornam-se mais complicados de serem realizados. Talvez esse pareça um problema pouco importante, mas durante o cotidiano essas limitações podem ser muito prejudiciais.

A escrita é uma das ferramentas mais utilizadas por nós, seja para escrever uma lista de supermercado, fazer anotações sobre afazeres e, principalmente, para assinar documentos importantes. Nesse sentido, embora poucos pensem sobre isso, o prejuízo na escrita é uma das principais dificuldades que a doença de Parkinson apresenta aos seus portadores.

Perda do olfato

Um dos primeiros sintomas que atingem quem desenvolve essa doença é a perda progressiva da capacidade de sentir aromas. De acordo com o Dr. Erich Fonoff, 90% dos pacientes com Parkinson apresentam redução do olfato, assim como alteração no paladar, pois esses sentidos são interligados. É importante prestar atenção nesse sintoma, porque ele é um dos primeiros a aparecer, antes dos tremores e da rigidez muscular.

Redução da capacidade de caminhar

Esse sintoma está diretamente ligado com a redução de dopamina causada por essa patologia. Por conta da diminuição do neurotransmissor, os movimentos mais básicos do corpo são prejudicados, o que gera alterações significativas em atividades comuns como caminhar. Geralmente os braços ficam mais rígidos, com menor movimentação ao andar e tendem a ficar rente ao corpo.

Essas alterações de marcha podem avançar de tal forma que paralisam a capacidade de caminhada. Dessa maneira, em níveis muito avançados, o parkinsoniano fica incapaz de se locomover. Esse não é um sintoma que atinge todos os pacientes, mas dificulta muito a vida daqueles que sofrem com isso, inclusive causando quedas em certos momentos, sendo uma grande preocupação.

Queda na pressão arterial

Também conhecido como Hipotensão Postural, a queda súbita de pressão arterial pode acontecer no momento em que o paciente com o mal de Parkinson se levanta ou senta rapidamente. É comum que a pessoa sinta uma tontura repentina ou sensação de confusão, o que compromete seu equilíbrio, fazendo com que aumentem os riscos de queda, por exemplo.

Além disso, por conta da baixa na pressão, pode ocorrer mal-estar, suor frio e até mesmo desmaios. Esse é um sintoma pouco comum, porém existem outras causas que podem favorecer o desenvolvimento desses sintomas, como desidratação, uso de antidepressivos e não ter uma boa alimentação.

Sono inquieto

Uma certa agitação durante o sono é comum para diversas pessoas, principalmente em momentos de estresse e ansiedade. Contudo, para quem tem Parkinson, essas perturbações atuam de forma diferente. O chamado “distúrbio comportamental do sono REM” é parte da doença. Movimentos repentinos e intensos durante a noite são frequentes e chegam até mesmo a incomodar quem dorme ao lado.

Geralmente quem descreve esse sintoma é o companheiro ou companheira que dorme junto, pois o próprio paciente, na maior parte das vezes, não nota os movimentos que realiza. Esse sintoma é comum à maior parte dos pacientes, podendo oscilar com eventuais melhoras e pioras. É um sintoma que muitas vezes prejudica o sono dos pacientes, ainda que não percebam exatamente o motivo do distúrbio.

Quais os tratamentos indicados?

Apesar de não haver ainda uma cura para o mal de Parkinson, existem determinados medicamentos e técnicas que permitem a reabilitação do paciente e o controle dos sintomas. Essas são ferramentas importantes, pois utilizadas de forma correta e seguindo as orientações médicas permitem uma alta melhora na vida e bem-estar dos pacientes. Confira a seguir alguns dos tratamentos mais comuns.

Utilização de medicamentos

Em geral, as medicações para o tratamento de Parkinson visam reproduzir os efeitos da dopamina, que é o neurotransmissor afetado pela doença. Com os medicamentos, é possível reduzir os tremores e a rigidez muscular, melhorando a capacidade tanto na locomoção quanto em relação a atividades motoras comuns, como pegar, carregar, escrever etc.

Os remédios, de maneira geral, têm apresentado excelentes resultados. Contudo, é importante fazer acompanhamento médico e seguir as indicações dos especialistas. Em determinados momentos é comum que seja necessário fazer certos ajustes, alterando doses ou até mesmo mudando a medicação. Por isso, para garantir a qualidade de vida do paciente, é preciso respeitar os posicionamentos médicos.

Reabilitação

Outra forma de tratar os sintomas do Parkinson é por meio de terapias complementares. Geralmente atreladas ao tratamento medicamentoso, é possível controlar os avanços da doença, garantindo bem-estar e também a independência do paciente. A fisioterapia, e a realização de exercícios para terceira idade, podem ser fundamentais, auxiliando o parkinsoniano a manter sua força e flexibilidade nos músculos.

Uma possibilidade é a terapia ocupacional. Por meio dela, o paciente pode desenvolver atividades rotineiras mais tranquilamente. A fonoaudiologia também pode ser importante para fazer com que a voz não fique prejudicada, mantendo o volume e clareza. A prática cotidiana dessas terapias garante o condicionamento físico e o fortalecimento muscular do paciente, permitindo maior autonomia.

Cirurgia

Esse é outro procedimento que vem ganhando espaço cada vez maior. Por meio do implante de eletrodos cerebrais, o paciente consegue bons resultados que retardam os efeitos da doença. Geralmente a cirurgia é recomendada a pacientes que já não conseguem os mesmos resultados com os remédios. É importante compreender que isso não significa que os tratamentos medicamentosos serão interrompidos.

Como evitar esse tipo de problema?

Como dito anteriormente, não é possível compreender exatamente as causas da doença. Contudo, certas medidas simples podem ajudar a prevenir o surgimento de sintomas ou, ao menos, retardar seu aparecimento. Nesse sentido, essas práticas visam auxiliar na manutenção da dopamina no cérebro. São práticas tais como:

  • fazer exames periódicos: pessoas que acompanham seu estado de saúde são menos propensas a desenvolver estágios avançados da doença;
  • ter uma alimentação saudável: uma boa alimentação, além de melhorar imunidade, garante um melhor funcionamento de todas as partes do corpo, inclusive de neurotransmissores;
  • realizar exercícios: a prática cotidiana de exercícios melhora as condições musculares, o que faz com que o desenvolvimento da doença seja amenizado.

O mal de Parkinson atinge muitas pessoas. Infelizmente, não é possível saber quais são suas causas, embora a ciência tenha avançado em pesquisas. Contudo, existem uma série de tratamentos que têm apresentado resultados muito positivos.

Portanto, é válido cuidar da saúde e prestar atenção para perceber que as pequenas mudanças do corpo podem ser um indício da doença. Quanto antes os sintomas forem percebidos e tratados, melhor será a vida do paciente.

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Fonte: https://doctorshoes.com.br/blog/saude/mal-de-parkinson/?utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=mal-de-parkinson

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