Diabetes: tudo o que você precisa saber sobre essa doença!

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Certamente você já ouviu falar da diabetes, uma doença que atinge mais de 460 milhões de pessoas no mundo todo. Apesar de ser possível conviver bem com ela, os cuidados diários são importantíssimos para evitar complicações.

Os casos não diagnosticados são perigosos e o ideal é que a taxa de mortalidade seja cada vez menor. A informação é uma ferramenta poderosa para ajudar a reverter esse cenário, mantendo maior controle e conscientização.

Se você conhece pouco sobre o assunto, não perca a oportunidade de conferir uma leitura completa e ficar informado agora mesmo!

O que é Diabetes?

Para quem não sabe, a diabetes mellitus é uma doença relacionada ao aumento de glicose no sangue. Isso acontece porque o hormônio chamado insulina, que é responsável por promover o aproveitamento da glicose como fonte de energia na atividade celular, fica em falta ou sofre algum distúrbio.

Na maioria das vezes, os casos são de má absorção da insulina ou deficiência na sua produção. Então, surge um quadro de hiperglicemia e muitas complicações podem aparecer em decorrência disso.

O diagnóstico da diabetes é extremamente importante para que a pessoa possa conviver com a doença, mudar hábitos e tomar todas as medidas para cuidar da saúde, incluindo a ingestão de medicamentos prescritos por um médico.

Ainda que seja uma doença comum na sociedade, suas consequências podem ser muito graves e devem ser evitadas ao máximo. Segundo estudos da Federação Internacional do Diabetes (IDF — International Diabetes Federation), a diabetes está entre as 10 principais causas de morte no mundo.

Quais os tipos de diabetes existentes?

Existem diferentes tipos de diabetes e ser um diabético não quer dizer que o paciente apresenta um quadro igual a todos os outros. A doença é classificada em tipo 1 e tipo 2, além da diabetes gestacional. Aproveite para saber mais sobre as classificações a seguir.

Diabetes tipo 1

Esses são os casos considerados como “defeitos” do próprio organismo da pessoa, pois as células de defesa (por algum motivo ainda desconhecido) começam a ver o pâncreas como um corpo estranho e acabam prejudicando a produção da insulina. Logo, o paciente apresenta insuficiência do hormônio e excesso de glicose.

Por essa razão, a diabetes tipo 1 é uma doença autoimune e a mudança de hábitos não é o suficiente para reverter a situação. Normalmente, os médicos receitam injeções de insulina para manter os níveis controlados.

Apesar de a ocorrência ser possível em qualquer idade ou pessoa, as crianças e adolescentes são os mais acometidos — transformando-se em pacientes que chamamos de insulinodependentes.

Diabetes tipo 2

Esse é o tipo mais frequente na população e não é causado por uma disfunção do corpo. A sua maior motivação é a obesidade e o acúmulo de células gordurosas, o que contribui para o aumento da resistência da ação da insulina no organismo. O pâncreas é forçado a produzir cada vez mais hormônio e isso vai destruindo as suas células.

Embora a obesidade seja vista como a principal vilã, sabemos que outros fatores ligados à ela são sedentarismo, má alimentação, estresse etc. Por conta disso, a incidência é maior em pessoas com mais de 40 anos que não mantêm um estilo de vida muito saudável.

Inclusive, muitas delas não fazem acompanhamento médico e convivem com a doença sem nenhum diagnóstico, até que começam a sofrer com os seus sintomas e complicações.

Diabetes gestacional

Como o nome indica, a diabetes gestacional é um quadro típico de mulheres gestantes. Durante a gravidez, o nível de glicose no sangue pode ficar muito alto por conta das alterações hormonais ou até pela ingestão exagerada de açúcar. Em geral, a condição é diagnosticada no terceiro trimestre da gestação e exige mais cuidados para não afetar tanto a saúde da mãe quanto a do bebê.

Alguns dos riscos conhecidos são: crescimento excessivo, dificuldades na hora do parto, hipoglicemia neonatal e maior chance do desenvolvimento de diabetes no futuro da criança. Por sua vez, as gestantes podem sofrer com infecções.

Quais são os sintomas da diabetes?

Como a maioria dos casos na medicina, cada paciente é um e deve ser avaliado individualmente. Isso significa que não são todos os diabéticos que terão sempre os mesmos sintomas, até porque a diabetes não é uma doença tão sintomática.

Inicialmente, os efeitos são leves e o grande perigo é deixar que a doença evolua em silêncio. As consequências podem ser bastante graves, com casos de perda de consciência, doenças vasculares, cegueira, amputação dos membros inferiores e até morte.

Portanto, é essencial ficar atento aos sintomas da diabetes e fazer exames periodicamente para controlar os níveis de glicose no sangue. Os sinais mais comuns são:

  • muita sede;
  • aumento do apetite;
  • vontade de urinar várias vezes ao dia (mais do que o normal);
  • sensação de cansaço constante;
  • perda de peso;
  • mau hálito;
  • vista embaçada;
  • dificuldade de cicatrização;
  • mudanças repentina de humor;
  • infecções recorrentes (urina, pele etc).

Quem sabe um pouco mais sobre a doença ou conhece alguém que lida com a diabetes deve conhecer a expressão “pé diabético”. Muitas pessoas que têm as taxas de glicose alteradas desenvolvem sintomas nos pés, só que não necessariamente identificam com rapidez a raiz do problema.

Por exemplo, depois de sair para uma caminhada na rua ou ao voltar de um dia de trabalho, nota-se alguns machucados nos pés. Muitas vezes, não há nenhum tipo de dor ou muitos incômodos, sendo o curativo simples uma boa opção. Contudo, o que a pessoa não sabe é que a diabetes afeta a sensibilidade corporal, até porque ela pode não saber que tem diabetes, se não passar por um acompanhamento médico.

Seus pés continuam sendo machucados, os ferimentos vão evoluindo, a cicatrização é lenta e eles acabam virando grandes feridas — inclusive com grande chance de dar lugar a infecções. Infelizmente, muita gente já passou por isso e precisou amputar parte do membro, pois não teve outra saída.

Como a sobrecarga de açúcar no sangue afeta a circulação, a região dos pés merece toda atenção dos diabéticos. Toda pequena alteração ou ferida no pé deve ser avaliada de perto para que não cause outras complicações.

É fundamental manter cuidados diários de higiene e hidratação, além de escolher calçados confortáveis para ajudar na proteção e comodidade. Não é por acaso que existem sapatos para diabéticos.

Como é feito o diagnóstico?

Como já falamos por aqui, o diagnóstico é o ponto de partida para um tratamento eficaz e para a manutenção de uma vida saudável para os diabéticos. Não é possível determinar um quadro de diabetes sem a comprovação laboratorial e análise de um profissional especializado. O mais indicado costuma ser a realização de exames como:

  • glicemia de jejum;
  • hemoglobina glicada;
  • curva glicêmica.

O primeiro deles vai medir o nível de glicose no sangue de uma pessoa que está há pelo menos 8 horas em jejum. O valor considerado “normal” é que a taxa fique entre 70 a 99 mg/dL. Quando o resultado está acima de 100, o sinal de alerta é ligado.

A suspeita de diabetes é ainda maior se os valores apontados pelo exame ultrapassam 140 mg/dL. Em alguns casos, o médico pode pedir que o processo seja repetido para confirmar o diagnóstico.

Já a hemoglobina glicada mede a concentração de hemoglobina, um tipo de proteína que fica dentro do glóbulo de sangue e acaba incorporando o açúcar durante o seu ciclo de vida.

Então, quando a glicose está alta, consequentemente a hemoglobina glicada também vai apresentar essa variação superior — que configura um caso de hiperglicemia. A taxa de referência para uma pessoa não diabética é de 4,5% a 5,7%, sendo arriscado um valor maior que esse.

Por último nessa lista, a curva glicêmica é o exame que vai medir a velocidade de absorção da glicose no organismo de cada pessoa quando ela ingere um alimento que tenha tal componente.

Para isso, é preciso coletar sangue em períodos intercalados (normalmente de 30 em 30 minutos) nos quais o paciente toma um xarope açucarado. Em geral, os valores ficam entre 100 e 140 mg/dL, mas se ultrapassaram 200 mg/dL pode ser mais um sinal de diabetes. Portanto, vale dizer que, mesmo quando os índices forem “aceitáveis”, a condição de pré-diabetes requer o dobro de cuidado para tentar frear a evolução da doença.

Quando consultar um médico?

A resposta para essa questão poderia ser: ao verificar os sintomas mais comuns da diabetes no dia a dia. Sim, quando percebemos que o corpo está dando sinais de que algo está descontrolado, é muito importante procurar um médico.

Inclusive, esse é um dos maiores motivos para cuidar da saúde e ficar sempre atento ao funcionamento do nosso organismo. Assim fica mais fácil identificar se há alguma irregularidade ou suspeita.

Porém, o ideal é que as consultas sejam periódicas, mesmo quando nos sentimos muito bem e não suspeitamos de nenhuma doença. Fazer um check-up pelo menos uma vez ao ano é uma atitude essencial na medicina preventiva e garante bem-estar ao longo dos anos.

Ter um diagnóstico precoce faz a diferença na grande maioria dos casos, pois tratar um quadro avançado tende a ser muito mais complexo e sofrido. Com a diabetes não é diferente, lembrando que a doença pode evoluir silenciosamente por muito tempo.

Sendo assim, não deixe de visitar os médicos por medo ou por achar que isso só é necessário se você tiver algum episódio de mal estar. O acompanhamento com um clínico-geral é parte indispensável de uma vida saudável. Caso algum problema seja relacionado à diabetes detectado, o ideal é procurar um especialista em endocrinologia.

Quais os tratamentos da diabetes?

A importância do diagnóstico é oferecer o tratamento adequado para cada paciente. A partir da confirmação da doença, o principal foco está em regular os níveis de glicose e reduzir a possibilidade de riscos.

Os medicamentos nunca podem ser tomados sem avaliação e prescrição médica. Aliás, eles podem desempenhar funções diferentes no corpo, como aumentar a produção de insulina no pâncreas, melhorar a sensibilidade das células quanto aos efeitos da insulina ou agir na eliminação da glicose pelos rins.

Outro tipo de tratamento muito utilizado é o consumo diário de insulina para quem tem deficiência na produção do hormônio. O método mais comum é injetar a substância uma vez ao dia, embora existam alternativas como a caneta de insulina ou bombas de infusão.

Cirurgia para diabetes?

Pode soar estranho para algumas pessoas, mas passar por uma cirurgia é mais uma opção para os diabéticos. Não para todos, claro. A chamada “cirurgia metabólica” faz uma intervenção no sistema digestivo em alguns tipos de pacientes de diabetes tipo 2. Trata-se de um procedimento semelhante às operações bariátricas que ajudam na luta contra a obesidade.

Como se prevenir dessa doença?

É certo que às vezes os casos de diabetes não podem ser prevenidos com a mudança de hábitos, já que alguns deles acontecem por disfunções do próprio corpo e não necessariamente porque a pessoa tem uma dieta cheia de açúcar, por exemplo. Mesmo assim, as medidas de prevenção ajudam a manter uma vida saudável, livre de outras complicações e mais distante de desenvolver a diabetes tipo 2.

Alguns dos principais hábitos recomendados pelos médicos são:

  • manter uma alimentação equilibrada, evitando o excesso de carboidratos;
  • praticar exercícios físicos regularmente para afastar o sedentarismo;
  • controlar o peso corporal para não sofrer com os efeitos da obesidade;
  • fazer exames periódicos para acompanhar o nível de glicose no sangue;
  • ter boas noites de sono para que os hormônios sejam produzidos e funcionem bem no organismo;
  • evitar vícios, como tabagismo e alcoolismo;
  • inserir atividades de bem-estar na rotina, já que o estresse também é um fator de risco para a diabetes.

Tomando esses cuidados no dia a dia, as chances de se tornar um diabético serão menores, se o seu corpo não apresentar nenhuma disfunção “extra”. É bom lembrar que hábitos saudáveis fazem bem a todos. Inclusive para quem já diagnosticou a doença, mas quer conviver com ela da melhor forma possível. Se esse for o seu caso, use calçados para diabéticos, para assim, melhorar a sua qualidade de vida.

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Fonte: https://doctorshoes.com.br/blog/saude/diabetes/

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